"O direito à cidade em uma perspectiva travesti" no Dossiê Cidades Dissidentes

A revista Periódicus, vinculada ao Grupo de Pesquisa CUS-Cultura e Sexualidade, da Universidade Federal da Bahia – UFBA traz em seu último número  O dossiê Cidades dissidentes. Coordenado por Helder Thiago Maia, Matheus Araújo dos Santos e Pablo Assumpção, o dossiê  apresenta um conjunto de textos "que apontam para outros usos da cidade, especialmente para aqueles onde a “diferença” se apresenta como potência, sendo capaz de formular proposições de vida que recusam veementemente a assimilação à normose. Parte desta desta coletânea o artigo . Entre os artigo, destaquuepara o texto O direito à cidade em uma perspectiva travesti: uma breve autoetnografia sobre socialização transfeminina em espaços urbanos - de autoria da Maria Léo Fontes Borges Araruna, graduanda em Direito na Universidade de Brasília (UnB), escritora, atriz, zineira e militante da coletiva LGBT Corpolítica e da União Libertária de Travestis e Mulheres Transexuais do Distrito Federal (ULTRA - DF). 

" Entre Quatro Paredes: mediação de conflitos no Sistema de Justiça do Rio de Janeiro" livro digital


O livro Entre Quatro Paredes: mediação de conflitos no Sistema de Justiça do Rio de Janeiro, coordenado por Bárbara Musumeci, tem como tema as práticas de mediação de conflitos. O livro é resultado de pesquisa realizada pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, da Universidade Candido Mendes em parceria com o Instituto MEDIARE, com o o objetivo de "contribuir para o desenvolvimento de um sistema referencial de indicadores de qualidade das práticas adotadas nos cejuscs (centros judiciários de solução de conflitos e cidadania) e demais centros de mediação.

Dica de Leitura - 'A verdade da escravidão negra no DF e Entorno'

publicação.

 

Leitura mais que importante. O livro 'A verdade da escravidão negra no DF e Entorno' apresenta o relatório final da Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra no DF e Entorno, criada pelo  Sindicato dos Bancários de Brasília, que patrocina a  publicação.


Chamada Bolsas Espanha


Fundação Carolina oferece 521 bolsas para pós-graduação na Espanha.  As inscrições vão até seis de abril e um dos programas é voltado exclusivamente a professores brasileiros.

nota de repúdio - assassinato de prostitutas em Belém

Desde o dia primeiro de janeiro, em toda a região metropolitana e, em especial, no bairro da Campina, mais de 50 pessoas foram assasinadas e dentre estas, foram mortas várias prostitutas do Grupo de Mulheres Prostitutas da Área Central - GEMPAC, numa série até agora não esclarecida.
A seguir link da nota de repúdio que subscrevemos para que possam tomar ciência e posicionar-se afim de requerer junto às autoridades de Belérm e do estado do Pará, esclarecimento e solução dos crimes que vêm ocorrendo em Belém,  
Agradecemos que assine o abaixo-assinado e ajude em sua divulgação.
Segue o link para a nota: http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR103964

Sexualidad, Salud y Sociedad - Revista Latinoamericana - novo número


Acaba de ser disponibilizado o novo número de  Sexualidad, Salud y Sociedad - Revista Latinoamericana. O Dossiê publicado nesta edição traz versões adaptadas de conferências realizadas na jornada de debates intitulada “Hacer y deshacer la ideología de género”, realizada em 17 de novembro de 2016, na Escuela de Estudios de Género, da Universidad Nacional de Colombia, sob a coordenação de coordenado por Mara Viveros Vigoya e Manuel Alejandro Rodríguez Rondón, que assinam a apresentação de mesmo título

Revista SER Social - chamada para publicação

CHAMADA REVISTA SER SOCIAL NÚMERO 42

Entre as questões contemporâneas que mais têm provocado polêmica, a família tem espaço cativo. Há uma preocupação constante em tudo que lhe diz respeito, por parte de diversos atores sociais, independentemente das posições sociais e políticas que assumem. Algumas correntes investigativas associam a família ao conservadorismo, e outras a reconhecem como um importante recurso para os indivíduos e para a sociedade. Destarte, tal tema tem se constituído um desafio às investigações das Ciências Sociais, bem como para a implementação de políticas sociais.
Há certa prevalência do reconhecimento da família como resposta ao instinto gregário ou a necessidade de convívio inerente dos seres humanos e importante lugar cultural de socialização, desenvolvimento, proteção e de formação de identidade. Por exemplo, Petrini (2009, p.1)assegura que a família possui papel central nos processos humanos, como a formação de vínculos afetivos, tais como a filiação (com pais), a fraternidade (com irmãos) e demais vínculos, imprescindíveis para o desenvolvimento da personalidade. Já Mioto (2010, p.3) conceitua a família como lócus de produção de subjetividades e unidade de cuidado e redistribuição interna de recursos e, por isso, assume importante papel na estruturação da sociedade em seus aspectos sociais, políticos e econômicos, sendo, portanto, além de uma construção privada, uma construção pública. Neder (2010, p.44) define a família como espaço insubstituível de construção de identidade social, sendo fundamental para a formação de uma cidadania ativa.
Ao reconhecer que os vínculos familiares asseguram ao indivíduo a segurança de pertencimento social e que, portanto, constitui condição objetiva e subjetiva de pertença, a família não pode ser descartada quando se projetam processos de efetiva inclusão social na comunidade e sociedade; todavia, é preciso desmistificar as expectativas em relação à família que ainda impregnam o imaginário coletivo (Carvalho, 2003). Compreender o grupo familiar como lugar de cuidados, proteção, aprendizado dos afetos, construção de identidades e vínculos relacionais de pertencimento, capazes de promover melhor qualidade de vida a seus membros, não pode ocultar que o espaço familiar é também de reprodução da desigualdade e da violência (Gueiros, 2002, p.118).
Mas, o que explica a tendência crescente da adoção da família como foco central de atuação das políticas sociais na contemporaneidade? A participação da família não é novidade na estruturação das políticas sociais brasileiras: “os governos brasileiros sempre se beneficiaram da participação autonomizada e voluntarista da família na provisão do bem-estar de seus membros” (PEREIRA, 2010, p.29). No Brasil, historicamente as legislações brasileiras abordaram a família – das mais antigas até as atuais: definindo-a, estabelecendo seus direitos e deveres, entre outros. A Constituição Federal de 1988 a conceitua como base da sociedade. Todavia, foi a partir da década de 1990 que a família aparece de forma intensa na configuração das normativas e políticas sociais do país, acatando diretrizes de organismos internacionais, tais como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento. A Lei Orgânica da Assistência Social - LOAS, o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, o Estatuto do Idoso, são exemplo disto.
A questão a ser abordada no Número 42 da Revista Ser Social não diz respeito ao valor da família para a sociedade brasileira, mas, se há um novo rol de atribuições a essa instituição social, por meio da delimitação familiar como foco de atuação de políticas sociais e as implicações desse reordenamento. Destaca-se a matricialidade sociofamiliar da Política Nacional de Assistência Social, e a presença como público alvo, conforme a própria denominação pontua, no Programa Saúde da Família e no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
A política social, em especial aquela destinada ao grupo familiar, pode tanto reafirmar o modelo conservador de família, quanto contribuir para transformá-lo. Logo, é mister a análise de como as intervenções no âmbito familiar reforçam ou transformam as relações autoritárias, desiguais, negligentes ou violentas que podem estar presentes nessa instituição social. Por fim, destaca-se que as políticas sociais ao reconhecer o importante papel das famílias na proteção social aos seus membros podem sobrecarregá-las de atribuições, sem seu consentimento e, ou sem destinar o apoio necessário para seu desempenho, sob o risco de implementar políticas “familistas”, que paralelamente responsabilizam as famílias pelos problemas vividos, desresponsabilizam o Estado, e obscurecem seus direitos.
Com isso, a Revista SER Social convida pesquisadores (as) interessados (as) em publicar artigos relacionados ao tema a submeterem seus textos até 15 de fevereiro de 2018.

Os (as) interessados (as) devem submeter os artigos na plataforma da Revista SER Social, com base nas orientações e diretrizes para autores (as).

Comissão Editorial SER Social
Brasília, 14 de dezembro de 2017